sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Feridas de Guerra

Escudo perfurado
Lança partida
Guerreiro ajoelhado
Sentindo a Dor da ferida

Arrebatado
Com o olhar no horizonte
Ofuscado
Com a luz que vem dos montes

Coração esfacelado
Honra destruída
São estes os resultados
De uma batalha vivida

O guerreiro fica extasiado
Pois a luz vem da realeza
Sente-se decepcionado
Por te-la enfretado com destreza

Como pode existir tamanha sutileza
Conduzindo um exército de lamentos
Que infligem incisivamente a Alteza
Acentuando seus tormentos


De joelhoes a esta estende os braços
Com um olhar um ar de esperança
Que possam se reatados os laços
Que a Alteza restabeleça a Aliança

Mas há de nascer a Aurora
Trazendo a luz do dia
Concedendo-lhe a Felicidade de outrora
Conduzindo-o ao Reino da Alegria

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Devemos acreditar no romantismo!

O ser humano já nasce romântico, mesmo que posteriormente não se desenvolva, ou se deixe esquecer, esta característica, mas esta é inerente à natureza humana. Uma pena que, com o passar dos anos, principalmente nestas duas últimas décadas (80 e 90), filmes e novelas, que mostravam diversos exemplos de relacionamentos, levaram o público a entendê-los por outro prisma: banalização, levando-os a não acreditar no romantismo. Por outro lado, cabe-nos refletir: o que seria essa aparente banalização?
Não necessariamente o romantismo tenha que ser enquadrado naquela visão "... e eles viveram felizes para sempre ...", e isto não o torna banal, e vamos, ainda, explicar-lhes por que.
O romantismo está presente nos corações das pessoas de uma relação, nos atos destas, ou nas promessas de amor (que podem frustrar-se, futuramente), mas tão somente nos olhares trocados que tornam um momento enternizado.
Se observarmos direito as obras literárias, o romantismo está mais presente na fase de conhecimento do casal do que na convivência propriamente dita. Não afirmamos que não há romantismo num relacionamento duradouro, pelo contrário, há, sim, entretanto de uma forma mais discreta, porém aquele é mais perceptível no começo de um relacionamento, pois, nesta fase, tudo é incerto, e como se sabe "a dúvida é o preço da pureza", e o romantismo é puro, tanto o é que está associado ao primeiro sentimento que um ser humano sente quando criança: amor - ingênuo e livre de vícios.
Então, notamos o romantismo presente quando você ficar a observar a outra pessoa, sem dizer nada, sem pensar nada, e simplesmente ri, sem nem mesmo saber o por que, mas tão somente por que você é contagiado por uma felicidade instantânea.
Poupe-nos os leitores se estamos confundindo o termo "romantismo" com qualquer outro, mas é que preferimos assim tratar do que usarmos a palavra "amor", pois chamando essa sensação, ou circusntância, de amor seria um tanto mais impactante, o que causaria muito mais discussões a respeito do tema, porém alguns devem estar se perguntando: "Então, o romantismo é momentâneo?". Sim, e, sinceramente, antes esse do que o amor propriamente dito.
Acreditamos que o ser humano ame a vida, pois esta é duradoura (até um certo momento),e nesta ele viva momentos românticos: um momento em que ficamos de olhos fechados com alguém que realmente gostamos (ou, como já dito, em que ficamos a olhar o outro), ou uma viagem com esta pessoa ou com amigos ... momentos, simplesmente momentos!
E nossas vidas ... do que são feitas? De momentos, um após o outro, um minuto após o outro, um dia após o outro! Logo, o romantismo é a própria vida em si, são os sentimentos, momentos, aveturas ... compartilhados!
Desprezar o romantismo por considerarmos irrelevantes os relacionamentos breves, ou por um momento não durar tanto quanto gostaríamos, significa estarmos jogando fora as expriências de nossas vidas. A verdadeira resposta é que, ao final, tudo terá valido a pena.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Maldito tradicionalismo hipócrita enraizado em meu consciente ...
Pq nao sigo a naturalidade inerente à minha alma?
Pq nao deixo sentir o fogo incontinente em meu coração,
O sol que inspira a natureza do meu ser?

A cegueira tomou conta de todos
Não conseguimos mais ver de onde viemos
Dizemos adeus a tudo o que éramos
E estamos seguindo um caminho, imaginando ser outro

Eu não consigo acreditar nos medos que nos foram impostos
Essa incapacidade de vivermos
De sermos nós mesmos, que nos foi empurrada goela abaixo
Conseguiríamos ser nós mesmos?

Sol, purifique meu ser, mostre-me do que sou feito
Deixe queimar em meu peito minha essencialidade
Sem a necessidade de pressupostos, condições ou termos
Quero ser (sem medo) um ser naturalmente imperfeito

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Natureza desbravadora

Pode o homem lutar contra sua própria natureza? Definitivamente, não! Ou melhor, lutar até pode, mas vencer esta batalha é praticamente impossível.
Qual é a sua natureza? Quais os seus instintos naturais que fazem parte do seu subconsciente, e que vc não tem a mínima noção da existência deles? Você simplesmente age com naturalidade, e seus atos são praticados de tal modo que, quando você percebe, esses o foram realizados de acordo com as características do seu autor.
Podemos afirmar, com certeza, que "o homem, por natureza, é um desbravador" (autor desconhecido), e, de fato, o é, pois o homem é o único ser movido por emoções e racionalidade. Este conflito de qualidades acarreta nas mais incríveis capacidades para prática de atos pelo homem. Porém, vamos nos ater a essas qualidades, e, talvez, observarmos suas consequências.
Sabe-se que as emoções podem ser identificadas pela psicologia, devido a um escopo no qual alguns determinados comportamentos humanos se enquadram, e, de acordo com essa adequação, o comportamento humano passar a ser tipificado, classificado, como sentimento (ou emoção) "X".
Sinceramente, não acreditamos ser isto possível, pois o que diríamos daqueles que amam uma pessoa de cada vez, ou simultaneamente? O que dizer daquelas pessoas que, num momento de ravia, dizem as piores coisas possíveis à pessoa que gosta (ou ama), mas depois percebe o impacto causado por seu erro, e tenta revisá-lo? A verdade, senhores e senhoras, é que o ser humano é subjetivista demais para ser enquadrado, tipificado, classificado deste ou daquele modo. Os sentimentos ou emoções humanas estão diretamente ligados à nossa natureza, algo tão profundo e complexo que ainda passará por dezenas de anos sem ser, efetivamente, desvendado.
Gostaríamos de fazer uma breve explanação sobre o "orgulho", acreditamos ser este (após o amor) a mais complexa qualidade do ser humano, por ser um misto de emoção e racionalidade. Às vezes, o orgulho é movido pela raiva, mas, às vezes, por procedimentos lógicos, racionalísticos, quando, por exemplo, a pessoa imagina que, em determinada situação, a manutenção do orgulho lhe trará uma posição de superioridade ou segurança diante daquela outra pessoa a quem o dirige. Vale salientar que há um ensiamento da "Seicho-No-Ie" que diz que o homem deve saber controlar sua emoções, para que possa praticar atos sensatos (sem os vícios emotivos, pode-se assim dizer).
Na verdade, discordamos em parte: o ser humano deve controlar os seus sentimentos, emoções ou qualidades impulsivos prejudiciais a suas relações sociais (incluam-se as amorosas), dentre estes a raiva, principalmente quando esta dá ensejo ao orgulho.
Quanto ao amor, a pessoa deve se entregar a este. Deixemos de lado essa visão pós-modernista pessimista de que não podemos confiar nas pessoas piamente, isso gerou a desconfiança e a desvalorização do amor perante a sociedade.
Racionalizar sentimentos ou emoção é como ter uma lâmpada mágica nas mãos, e nao querer realizar seus desejos, pura e mera consideração desenvolvida por aqueles que tem medo de se arriscar, de viver a vida, malditos (e pobres coitados) racionalistas que não conheceram o "Carpe Diem".
A natureza humana é viver - simplesmente isso -, e estamos aqui para que façamos esta vida valer a pena, para estarmos com quem gostamos (mesmo que não signifique amor, ou mesmo que este não dure sua eternidade), para fazer o que gostamos.
O ser humano é um desbravador, pois ele é o único ser que se lança em meio a um imenso oceano desconhecido chamado sentimentos, ou, propriamente, amor. As maiores cartas poéticas são dos homens que se lançaram ao mar, na Antiguidade ou Idade Média, em busca do desconhecido, onde ficavam à deriva do mar, admirando as estrelas, pensando nos amores passados, ou nos que viriam a conhecer: verdadeiros desbravadores de um mundo inimaginável movidos pelos seus sentimentos - tao inexplicáveis e desconhecidos quanto o mundo ao seu redor.
Então, lancemo-nos a este mar, a fim de descobrir novas sensações, sentimentos, amores. Que nós vivamos! Sejamos desbravadores!