segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Devemos acreditar no romantismo!

O ser humano já nasce romântico, mesmo que posteriormente não se desenvolva, ou se deixe esquecer, esta característica, mas esta é inerente à natureza humana. Uma pena que, com o passar dos anos, principalmente nestas duas últimas décadas (80 e 90), filmes e novelas, que mostravam diversos exemplos de relacionamentos, levaram o público a entendê-los por outro prisma: banalização, levando-os a não acreditar no romantismo. Por outro lado, cabe-nos refletir: o que seria essa aparente banalização?
Não necessariamente o romantismo tenha que ser enquadrado naquela visão "... e eles viveram felizes para sempre ...", e isto não o torna banal, e vamos, ainda, explicar-lhes por que.
O romantismo está presente nos corações das pessoas de uma relação, nos atos destas, ou nas promessas de amor (que podem frustrar-se, futuramente), mas tão somente nos olhares trocados que tornam um momento enternizado.
Se observarmos direito as obras literárias, o romantismo está mais presente na fase de conhecimento do casal do que na convivência propriamente dita. Não afirmamos que não há romantismo num relacionamento duradouro, pelo contrário, há, sim, entretanto de uma forma mais discreta, porém aquele é mais perceptível no começo de um relacionamento, pois, nesta fase, tudo é incerto, e como se sabe "a dúvida é o preço da pureza", e o romantismo é puro, tanto o é que está associado ao primeiro sentimento que um ser humano sente quando criança: amor - ingênuo e livre de vícios.
Então, notamos o romantismo presente quando você ficar a observar a outra pessoa, sem dizer nada, sem pensar nada, e simplesmente ri, sem nem mesmo saber o por que, mas tão somente por que você é contagiado por uma felicidade instantânea.
Poupe-nos os leitores se estamos confundindo o termo "romantismo" com qualquer outro, mas é que preferimos assim tratar do que usarmos a palavra "amor", pois chamando essa sensação, ou circusntância, de amor seria um tanto mais impactante, o que causaria muito mais discussões a respeito do tema, porém alguns devem estar se perguntando: "Então, o romantismo é momentâneo?". Sim, e, sinceramente, antes esse do que o amor propriamente dito.
Acreditamos que o ser humano ame a vida, pois esta é duradoura (até um certo momento),e nesta ele viva momentos românticos: um momento em que ficamos de olhos fechados com alguém que realmente gostamos (ou, como já dito, em que ficamos a olhar o outro), ou uma viagem com esta pessoa ou com amigos ... momentos, simplesmente momentos!
E nossas vidas ... do que são feitas? De momentos, um após o outro, um minuto após o outro, um dia após o outro! Logo, o romantismo é a própria vida em si, são os sentimentos, momentos, aveturas ... compartilhados!
Desprezar o romantismo por considerarmos irrelevantes os relacionamentos breves, ou por um momento não durar tanto quanto gostaríamos, significa estarmos jogando fora as expriências de nossas vidas. A verdadeira resposta é que, ao final, tudo terá valido a pena.

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