sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Natureza desbravadora

Pode o homem lutar contra sua própria natureza? Definitivamente, não! Ou melhor, lutar até pode, mas vencer esta batalha é praticamente impossível.
Qual é a sua natureza? Quais os seus instintos naturais que fazem parte do seu subconsciente, e que vc não tem a mínima noção da existência deles? Você simplesmente age com naturalidade, e seus atos são praticados de tal modo que, quando você percebe, esses o foram realizados de acordo com as características do seu autor.
Podemos afirmar, com certeza, que "o homem, por natureza, é um desbravador" (autor desconhecido), e, de fato, o é, pois o homem é o único ser movido por emoções e racionalidade. Este conflito de qualidades acarreta nas mais incríveis capacidades para prática de atos pelo homem. Porém, vamos nos ater a essas qualidades, e, talvez, observarmos suas consequências.
Sabe-se que as emoções podem ser identificadas pela psicologia, devido a um escopo no qual alguns determinados comportamentos humanos se enquadram, e, de acordo com essa adequação, o comportamento humano passar a ser tipificado, classificado, como sentimento (ou emoção) "X".
Sinceramente, não acreditamos ser isto possível, pois o que diríamos daqueles que amam uma pessoa de cada vez, ou simultaneamente? O que dizer daquelas pessoas que, num momento de ravia, dizem as piores coisas possíveis à pessoa que gosta (ou ama), mas depois percebe o impacto causado por seu erro, e tenta revisá-lo? A verdade, senhores e senhoras, é que o ser humano é subjetivista demais para ser enquadrado, tipificado, classificado deste ou daquele modo. Os sentimentos ou emoções humanas estão diretamente ligados à nossa natureza, algo tão profundo e complexo que ainda passará por dezenas de anos sem ser, efetivamente, desvendado.
Gostaríamos de fazer uma breve explanação sobre o "orgulho", acreditamos ser este (após o amor) a mais complexa qualidade do ser humano, por ser um misto de emoção e racionalidade. Às vezes, o orgulho é movido pela raiva, mas, às vezes, por procedimentos lógicos, racionalísticos, quando, por exemplo, a pessoa imagina que, em determinada situação, a manutenção do orgulho lhe trará uma posição de superioridade ou segurança diante daquela outra pessoa a quem o dirige. Vale salientar que há um ensiamento da "Seicho-No-Ie" que diz que o homem deve saber controlar sua emoções, para que possa praticar atos sensatos (sem os vícios emotivos, pode-se assim dizer).
Na verdade, discordamos em parte: o ser humano deve controlar os seus sentimentos, emoções ou qualidades impulsivos prejudiciais a suas relações sociais (incluam-se as amorosas), dentre estes a raiva, principalmente quando esta dá ensejo ao orgulho.
Quanto ao amor, a pessoa deve se entregar a este. Deixemos de lado essa visão pós-modernista pessimista de que não podemos confiar nas pessoas piamente, isso gerou a desconfiança e a desvalorização do amor perante a sociedade.
Racionalizar sentimentos ou emoção é como ter uma lâmpada mágica nas mãos, e nao querer realizar seus desejos, pura e mera consideração desenvolvida por aqueles que tem medo de se arriscar, de viver a vida, malditos (e pobres coitados) racionalistas que não conheceram o "Carpe Diem".
A natureza humana é viver - simplesmente isso -, e estamos aqui para que façamos esta vida valer a pena, para estarmos com quem gostamos (mesmo que não signifique amor, ou mesmo que este não dure sua eternidade), para fazer o que gostamos.
O ser humano é um desbravador, pois ele é o único ser que se lança em meio a um imenso oceano desconhecido chamado sentimentos, ou, propriamente, amor. As maiores cartas poéticas são dos homens que se lançaram ao mar, na Antiguidade ou Idade Média, em busca do desconhecido, onde ficavam à deriva do mar, admirando as estrelas, pensando nos amores passados, ou nos que viriam a conhecer: verdadeiros desbravadores de um mundo inimaginável movidos pelos seus sentimentos - tao inexplicáveis e desconhecidos quanto o mundo ao seu redor.
Então, lancemo-nos a este mar, a fim de descobrir novas sensações, sentimentos, amores. Que nós vivamos! Sejamos desbravadores!

2 comentários:

  1. Nem Machado de Assis foi tão revolucionário!!!!!!!!

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  2. Vc é realmente sui generis

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