terça-feira, 22 de dezembro de 2009

2010, 2011 ...

Um novo ano surge novamente diante de nossos sentidos. Sim, não apenas diante dos olhos, e, em 2010, devemos exteriorizar nossos sentidos para o mundo: ouvir mais as pessoas e compreendê-las; sentir mais a condição de ser humano, preservar a nossa própria "casa" que é o planeta Terra; sentir o cheiro e o sabor do corpo de quem se ama; olhar o mundo ao redor, e acreditar ser capaz de fazê-lo melhor. "Utopia ..." podem pensar alguns, mas, ora, o que seria do nosso mundo, se não houvesse os objetivos ditos "impossíveis" outrora almejados? Quem poderia prever que o ser humano seria capaz um dia de locomover-se pela água (sobre ou sob sua superfície), ou de cortar os céus em aeronaves, ou de explorar o espaço em foguetes? Tudo isso e todas demais fantásticas façanhas humanas até hoje conquistadas possuem um único pressuposto: vontade. Algum dia, cientistas, físicos, matemáticos, engenheiros, juristas, médicos etc viram-se diante da possibilidade de propor melhores condições de vida para sociedade, e assim o fizeram. E esta adaptou-se de maneira equivocada às melhorias proporcionadas, pois estas passaram a ser comercializadas, e perderam o seu caráter filantrópico inicial, intensificando-se as desigualdades sociais.


Diante disto, venho propor que a partir de 2010 retomemos o ímpeto filantróprico de outrora, da época das descobertas invencionistas, ou seja, promover o bem comum entre nós, e, para isto, não precisamos saber equações matemáticas, fórmulas físicas ou químicas, apenas sigamos a nossa natureza implícita - afinal, como disse Rousseau: "o homem nasce bom, a sociedade o corrompe", e o mesmo ainda disse: "o homem é fruto do meio em que vive", logo percebemos que o homem só é corrompido por que seus antecessores não lhe propuseram um ambiente propício ao desenvolvimento da bondade. Então, proponhamos um meio digno para as próximas gerações, e isto se faz aos poucos, paulatina e incessantemente - sejamos movidos por um senso de justiça e compaixão. Sim, aquela deve vir acompanhada desta, pois "a justiça levada ao extremo é uma extrema injustiça" (A. Grafton), a razão pura é irracional, egoísta e, consequentemente, injusta.


Que o Senhor Deus nos proporcione a capacidade de aflorarmos a nossa condição humana criada à semelhança Dele.


Feliz Natal e Prósperos Anos Novos, daqui pra frente.