terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Carta de Peloponeso


Sangue e Feridas
Marcas da última Batalha
Motivada por uma ideologia seguida
Sem algum sentido que a pena valha

As flechas proporcionam uma dor infernal
Paradoxalmente agonizantes
Ao frio na pele do incisivo metal
Às ações das espadas pérfuro-cortantes

Os inimigos correm desesperadamente
Os deuses aliaram-se a mim esta noite
Aqueles não crêem no que vêem
Estes orgulham-se

Hades às margens de rubros rios
Entoando cântigos de satisfação
Ao barqueiro das almas
Recebe pobres condenados ao eterno sombrio

Hermes surge
Erguendo-me pela mão
Traz-me uma mensagem
Em forma de canção

Não é hora de parar
Não se pode dar ao luxo de falhar
A esperança encontra-se no Amor
Que crê em ti onde fores

Sobrevivas e receberás a recompensa
Espera por ti a donzela e seus acalantos
Que amenizarão tua dor imensa
E afagarão os teus prantos

A Vida e a Morte
Duas irmãs em conflito
Dançam entre os fracos e os Fortes
Do seu par imortalizam-no como um mito

A Espada e o Escudo
Prolongamentos dos membros
Isso é o que sobrou de tudo
A sobrevivência é o meu legado

Retorno ao lar ao cair da noite
Caminho sorrateiramente em meio às penumbras
Criadas pelas copas das árvores pomposas
Decorrentes de um luar que deslumbra

Saborearei a polpa da mais suculenta fruta
Sentirei o perfume da rosa a deflorar
Acalantando meus instintos
Acolhendo minh'alma

2 comentários:

  1. Definitivamente um poeta. E ainda escolheu um pseudônimo perfeito. Parabéns. Não faço ideia de como vc consegue elaborar estes versos surreais. You´re amazing. São as sinceras palavras do seu melhor amigo (nossa! Que presunção, hein!!???) Abraço, Dr. Mamador

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  2. É isso aí, cara. Você escreve muito bem. Vá em frente !!!

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