sábado, 4 de dezembro de 2010

Meninos Perdidos

Este mundo, tal qual conhecemos, está, mais do que nunca, perdendo o sentido e as razões das convivências sócias. Sinceramente, acredito que esteja perdendo o sentido da própria razão de vida, apesar de não sabermos qual o sentido desta, mas acredito piamente que não há mais valores pudicos nesta sociedade ignroante e cega.
Bastardos, verdadeiros bastardos do bom senso humano, são os nascidos no final da década de 80 (há exceções, mas grande parte dos nascidos próximo aos anos 90 são os mais desprovidos desse bom senso).
Geração sem sentido, sem valores culturais e humanos, que não possuem um ideal altruísta ou revolucionário em prol de um bem social maior, que enxerga somente em seu ego a satisfação pessoal, não possuem nenhum pensamento de coletividade, ou melhor ainda, de irmandade, digo ainda mais, de humanidade.
Não acreditam nos valores tradicionais ou na própria essência natural, desprezam a família, valorizam os bate-papos boêmios de amigos (e olhe lá, pois estas amizades não são as mesmas como antigamente) que estão pouco se lixando pra você. Podem até dizer que se preocupam com o mundo ao redor, mas não reagem, até o momento que a situação desconfortante atinja o seu universo pessoal. Não são merecedores da condição de seres humanos.
Talvez todo esse individualismo seja oriundo de tantos tempos passados, porém, pelo menos, era, de certa forma, contido, pois existia o receio do repúdio social àqueles que se voltassem contra as pessoas de sua família em prol de amizades.
Senhoras e senhores, a confiança de um ser humano em outro era algo natural, e, hoje, tornou-se um objetivo subjetivista de valor inestimável, e, diga-se de passagem, inatingível, pois, mesmo que alguém confie piamente em outrem, estes, todavia, não sejam conhecedores do valor da confiança, da reciprocidade no convívio entre pessoas, e não se importam com os que se importam com eles. E é assim que vejo a geração referida acima. Provavelmente sejam  assim devido à fugacidade, ou melhor, fungibilidade das relações pessoais, decorrentes das influências das mídias ou redes virtuais sociais. Por exemplo, hoje, se se sabe de algum segredo sobre alguém, e esse acaba vazando, sendo divulgado "involuntariamente", o responsável dificilmente se sentirá culpado ou mal por ter rompido um elo de confiança, pois ele ganhou pontos (temporários e inexpressivos) com os demais conviventes (virtuais ou reais).
Esta geração está perdida, pois não é uma geração onde vemos os amigos trocando palavrões entre si (quanto aos homens), como nas gerações anteriores (refiro-me em relação à geração dos anos 80-86, pois as anteriores, acredito, os valores de amizades realmente eram demonstrados por palavras de dignidade humana), quando tais expressões representavam uma maneira “carinhosa” (ou verdadeiramente amigável) de expressar uma estima pela outra pessoa, mas reprimida pela vergonha de expressar seus sentimentos e considerações por um vínculo amistoso.
As gerações recentes não sabem (talvez por não terem recebido a educação adequada) ou se esqueceram de que a família é a base da sociedade e de sua preparação para o mundo, para a convivência social, de sua formação como gente.
Os pseudo-estudiosos dos ramos jurídico e psicológico deram tantas forças aos “direitos humanos” (objeto de manobra para justificar atitudes repudiantes) e tantas prerrogativas aos comportamentos e liberdades psicológicas do indivíduo, que chegaram a superlativizar os egos, e se esqueceram das funções e deveres destes indivíduos para com a sociedade e do respeito, confiança e fidelidade (natural, já nascida no ser humano) às suas respectivas famílias.

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