quarta-feira, 4 de maio de 2011

Cadente

Numa madrugada fria
O menino sobe ao telhado
Para ver o que além da Lua havia
E depara-se com um céu pouco estrelado

Vê uma estrela cadente rapidamente passar
Singela beleza numa breve passagem
Cortante deixando sua marca no ar
O menino guardou aquela imagem


Ela tinha um brilho tão diferente
Marcante aos olhos nus
Não queria ver o sol nascente
Pois a estrela não veria no céu azul

Já não podia mais possuí-la 
Tão somente desejá-la
Esperando que ela voltasse
Um poema recitava


Ele queria ter a estrela para si
Mas ela já passou e se dissipou
Apontando para o céu pensando: "foi ali!"
O último lugar onde a avistou

2 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Que gracinha! As vezes como uma estrela cadente, há coisas que acontecem em nossa vida que se marcadas dá vontade sim de escrever um poema! Tenho que praticar, assim como você, esses bons hábitos...
    Um beijo

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